Em cinco anos, participação no PIB pode chegar a 7,5%


11.02.2010


Estudos da Bradesco Vida e Previdência apontam um potencial de inclusão de 80 milhões a 85 milhões de pessoas no mercado de seguros nos próximos anos. A previsão é a de que, até 2015, a participação do setor no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro passe do atual patamar, de pouco mais de 3%, para até 7,5%, revela o diretor-executivo da seguradora, Eugênio Velasques.
Ele diz ainda que a companhia está se preparando com o objetivo de partir na frente da concorrência na oferta de microsseguros, cuja regulamentação ainda está em estudo no governo. Eugênio Velasques adianta que, em abril, a seguradora concluirá o terceiro ciclo de pesquisas, nas quais estão sendo ouvidos clientes e corretores, que são a caixa de ressonância das necessidades do consumidor. As consultas visam a auxiliar a seguradora no processo de desenvolvimento de produtos.

ADEQUAÇÃO. De agora em diante, segundo ele, o grande desafio para o mercado será desenhar produtos adequados às necessidades das pessoas de baixa renda, cobrindo riscos específicos, com estrutura de custo, preço, cobrança, subscrição e distribuição compatíveis com essa nova realidade. A Bradesco lançou, recentemente, o Primeira Proteção, um seguro que cobre especificamente morte acidental e é voltado para um público mais jovem. O seguro custa apenas R$ 3,50 por mês e inclui sorteios mensais de R$ 20 mil. É um produto que segue a filosofia do microsseguro, dentro dos limites estabelecidos pela legislação em vigor, explica.

Eugênio Velasques vem realizando também uma série de palestras sobre o assunto. O público-alvo, na maioria dos casos, é o corretor de seguros. Em março, ele falará para profissionais de São Paulo. No mês seguinte, conversará com corretores do Rio de Janeiro. Em ambos os casos, os encontros serão realizados junto com os sindicatos da categoria.


Fontte: Jornal do Commercio RJ
Data: 11.02.2010