PROFISSAO REQUER MUITO ESTUDO


22.04.2008

Para conseguir o aval de um bom corretor de seguros não é preciso apenas encontrar um profissional disponível e com boa vontade para atender o cliente. É necessário muito estudo e a conclusão do curso de formação na Escola Nacional de Seguros (Funenseg).

Quem passa pelo centro de formação recebe um certificado e sai pronto para atuar em qualquer área de seguros. “O curso serve para qualificar os profissionais e, conseqüentemente, melhorar os serviços oferecidos à população”, destaca Cristiana Noblat, gestora da Funenseg em Pernambuco. A formação leva nove meses. As aulas vão de segunda a sexta-feira. O programa contempla 29 disciplinas como: direito do segurado, previdência complementar e até de gestão de negócios.

Cristiana Noblat explica que grande parte dos alunos é de gente que atua na profissão de maneira informal e busca um reconhecimento legal. Outro percentual é de profissionais que buscam uma nova habilitação para abrir uma porta no mercado de trabalho. A escola forma em média 45 pessoas a cada ano no Estado. A turma de 2008 está em andamento. As aulas tiveram início em fevereiro e devem ser concluídas em meados de novembro.

Cristiana Noblat diz que candidatos interessados em fazer o curso e que têm pressa podem se inscrever numa turma de ensino à distância. A escola fornece apostilas com o conteúdo abordado nas aulas. O candidato estuda e se submete a quatro dias de provas. O exame acontece no mês de julho. Para participar da seleção, o aluno precisa ter mais de 18 anos e conclusão do ensino médio.

A pior parte é o preço. O valor é de R$ 2.380, podendo ser dividido em até sete vezes. As aulas acontecem na Ilha do Leite, Recife. Informações sobre inscrições podem ser obtidas pelo telefone 3423-1134.

NÚMEROS

Levantamento do Sindicato dos Corretores de Pernambuco (Sincor-PE) mostra que em torno de 1.500 profissionais exercem a atividade no Estado. Os dirigentes da categoria lembram que um bom profissional não é aquele que oferece o preço mais baixo, mas o que aponta o plano mais indicado para o perfil do cliente. “Não adianta um corretor oferecer uma cobertura de assistência de reboque fora do Estado se a pessoa não costuma viajar. Esse serviço pode ser retirado e o preço vai baixar”, destaca o presidente do Sincor, Carlos Valle.

E caso o cliente tenha alguma queixa a fazer do corretor, pode procurar o Sincor para registrar a reclamação. O sindicato não tem o poder de descredenciar, mas encaminha o caso para a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão capaz de punir os corretores.




Data: 22.04.2008 - Fonte: Jornal do Commercio